Por Viviane Danin
Os links patrocinados têm apresentado uma evolução crescente no bolo publicitário online - são acessíveis a verbas menores, permitem anúncios em contexto e apresentam resultados facilmente mensuráveis.
Aos veículos que têm a sua receita publicitária essencialmente oriunda de banners, a preferência de anunciantes por campanhas de links patrocinados não é bom negócio. Ainda assim, os formatos-padrão de publicidade na internet prosseguem em uso e recebem uma parte dos investimentos.
Os sites que exibem banners são remunerados em diferentes modalidades.
Há os anúncios vendidos por quantidade (exemplo: R$ 20 por cada mil vezes que o banner é exibido e comprovado por sistema adserver), como geralmente contratados por agências (que preferem concentrar em sites de grande audiência).
Mas os banners também podem ser pagos pelo número de cliques que recebem, em acordo com o anunciante (exemplo, R$ 0,50 cada clique).
Ou por resultado – cada vez que um produto é vendido ou outra meta combinada é atingida. É o caso dos afiliados da Dell, que ganham R$ 125 quando um computador é vendido a um comprador que chega ao e-commerce após clicar em um banner em um site afiliado.
O veículo deve confiar nos relatórios do parceiro e, principalmente, avaliar se os resultados compensam.
Do ponto de vista do veículo, o modelo pago por clique e pago por venda são opções pouco interessantes, pois normalmente este modelo remunera pouco o veículo em comparação com a venda por impressão, ou CPM (custo por mil).
Se o produto ou serviço anunciado não despertar a atenção do leitor não haverá cliques. Se o anúncio não for atraente também não.
O veículo deve testar os resultados dos diversos modelos e escolher os que podem funcionar. Por outro lado, estes modelos agradam aos comerciantes, estimulados justamente pelos baixos preços da mídia e pelo pouco risco do investimento (só pagam se há venda).
Os anunciantes gostam do modelo dos banners (também chamados anúncios display) pagos por clique e também dos links patrocinados, que representam uma alternativa que se adequa a um modelo interativo e menos invasivo.
Como uma fatia importante da receita dos investimentos em publicidade online vai para os links patrocinados, onde domina o sistema o AdWords do Google, os veículos tradicionais que têm sua receita publicitária oriunda de banners se adaptam para responder o impacto que os buscadores fizeram na venda de espaços publicitários na internet.
Sites de conteúdo podem exibir os anúncios de links patrocinados, mas na prática os retornos são magros.
Os veículos que optam por exibir os anúncios podem ser afiliados do Google ou de outros serviços. Há o Yahoo com serviço semelhante, além da Microsoft, que também deve lançar seu próprio sistema de links patrocinados.
Grandes portais têm fôlego para criar seu próprio sistema e trabalhar sua audiência, criando um serviço próprio. O UOL links patrocinados compete com o Google, possui uma rede de sites afiliados e muita audiência para exibir os anúncios.
Criar espaços “informerciais” também pode ser uma alternativa inteligente para gerar renda para sites de conteúdo. Segundo Marcelo Pimenta, diretor da empresa Conectt, especializada em desenvolver tecnologia para sites corporativos, a criação de especiais para audiências específicas pode resultar em receita – algo como o UOL desenvolver e dar visibilidade uma área sobre Empreendedorismo como uma campanha patrocinada pelo Sebrae, por exemplo.
Outra boa prática seria criar conteúdos especializados e deixá-los abertos apenas para assinantes com login e senha e vender esse público bem segmentado. Em alguns casos é possível ter uma área de acesso restrito com acesso pago ou não, que gere receita suficiente.
Ações de e-mail marketing co-branded para a base de newsletters representam outro formato oferecido a anunciantes. O anunciante neste caso pega carona na atenção que o assinante dá ao conteúdo recebido no e-mail, quando solicitado.
O site de conteúdo também pode exibir uma loja de terceiros como o Shopping UOL, onde pode escolher os tipos de produtos que serão exibidos e ganhar uma comissão quando vendidos ou as ofertas clicadas
Outra solução indicada por Pimenta é desenvolver uma ferramenta com indicadores que possa ser cobrada para veiculação em sites de conteúdo. “Um bom exemplo do uso dessa prática é o que o site Agrolink faz com o banco de venenos”.
No sentindo de qualificar e vender sua audiência, pode ser feito um investimento em turbinar os canais de comunicação com os usuários para obter resultados expressivos em números. Conjugado a isso, é importante construir um site simples, que não demande mais investimento do que disponível, para conseguir ficar vivo até os resultados começarem a aparecer. [Webinsider]
Viviane Danin (vdanin@gmail.com) é jornalista e consultora junto ao Sebrae e do conselho do Webinsider.
Quando as estatísticas começaram a mostrar que usuários estavam comprando placas de vídeo mais potentes e monitores maiores, vários clientes e designers começaram a comemorar.
Mais largura de tela significa mais espaço para conteúdo e criação. Ao longo do tempo, desenvolver soluções em 800 pixels de largura (o que de fato são 780 pixels em uma janela maximizada no Internet Explorer) se tornou um pesadelo para designers.
No entanto, os dispositivos móveis chegaram de vez ao país. O mercado começou a se preocupar com estes dispositivos com notícias sobre invasão dos iPhones anunciada pela imprensa em março.
Ao contrário de celulares e smartphones, o iPhone renderiza as páginas como elas são na resolução de 320 por 480 pixels. O usuário pode usar zoom para aumentar a tela, mas qualquer design de interfaces planejado para funcionar bem em 1024 pixels de largura com fontes pequenas irá tornar a vida do usuário um pouco mais difícil.
O cenário ganha novos players com os subnotebooks de 7 e 8,9 polegadas, como o Asus Eee PC e o Positivo Mobo. É possível redefinir a resolução de tela, mas nestes dois casos o usuário deve preferir manter a definição de fábrica que é 800×600. Ainda estamos verificando que o consumo destes subnotebooks está vindo da faixa de early adopters de tecnologia, mas o público final, principalmente no Brasil, deve ser a classe C.
Lembrando sempre que esta é faixa de consumo em tecnologia doméstica que mais cresce no país.
Seja qual for o público-alvo, fãs de tecnologia ou não, há chances de que sites sejam cada vez mais acessados novamente por usuários com resoluções de tela pequenas. Se for imprescindível trabalhar em 1024 pixels, é fundamental pensar nestes usuários e oferecer a melhor experiência possível.
O mais importante: não deixe de testar. Por mais anti-gadget que seja o desenvolvedor, ele precisa conhecer e testar seus aplicativos e websites nestas novas plataformas.
Referências: Internet móvel ultrapassará web convencional, diz Google, Folha Online. [Webinsider]. Sobre o autor Simone Villas Boas (pixeladas@gmail.com) é desenvolvedora web, sócia da Synapsis DI e mantém um blog.Esse título peguei emprestado do artigo de Gerry McGovern pois achei inusitado e propositalmente queria chamar a sua atenção. Pensei em colocar um ponto de interrogação no final mas pensei “colocando um ponto final fica mais provocativo”.
Você deve ter pensando no mínimo algo como “O quê?! O Bruno, um webdesigner, dizendo que os melhores sites são feios?”. Bem, não sou eu que estou dizendo, é o que podemos constatar dando uma rápida olhadela pela internet.
Antes de tudo, claro que a afirmação acima pode parecer generalização. Mas como disse, foi apenas para despertar sua atenção para o fato que descrevo a seguir. Contudo, é claro que encontramos sites belíssimos e úteis por aí mas vamos falar aqui de sites conhecidissimos, famosos, que são úteis, dão a maior grana porém… são feios.
Sempre digo aos meus alunos, leitores e clientes que site bom é aquele que funciona e tem bom conteúdo. Um bom exemplo disso é o site Ponto Flash. Não é preciso dizer que, no aspecto do design, esse site peca bastante. Porém tem um conteúdo riquissimo. Quem aqui nunca procurou algo sobre flash e acabou caindo nele? Posso dizer com toda certeza que qualquer webdesigner que trabalha com Flash já passou por lá alguma vez na vida.

Quando você ler esse artigo, pode ser que o layout do Ponto Flash tenha mudado. Por isso estou falando desse layout aí da foto.
Podemos dizer que o Ponto Flash é um exemplo de site útil e feio. As cores não harmonizam, o amarelo dificulta a leitura, o logo é difícil de entender, mas e daí, lá tem o conteúdo que procuro e resolve meus problemas.
Outro bom exemplo de site extremamente útil e com design bem questionável é O Viajante. Este site é tão bom que faz parte dos sites de conteúdo da UOL. Nele encontramos informações riquíssimas sobre todos os destinos do mundo, sem falar na maravilhosa seção “barbadas & roubadas” onde os leitores dão as dicas de viagem. Esse é outro site que de tão relevante aparece no topo do Google quando procuramos informações sobre alguma cidade. Justamente um site cujo layout não se adapta bem a resoluções maiores que 800×600, um menu complicado de entender, um logotipo que se repete juntamente com um fundo vermelho, dificultando seu entendimento. Mas e daí, o que que tem? O importante é ter acesso a este conteúdo exclusivo que me ajudou em diversas viagens que fiz.

Aqui está o layout do Site “O Viajante” no momento em que escrevi esse artigo.
Outros exemplos famosos podem ser citados. Google parece um site criado nos primórdios da Internet quando ainda se usava o Mosaic. YouTube é um site tão simples que se eu apresentasse um layout semelhante para um cliente no mínimo ele iria dizer “tá muito careca, precisamos deixar ele mais colorido, vivo. Ah Bruno, seja mais criativo, como é que você quer vender um layout pelado desses pra mim, sem graça?”
E o MySpace? Uma salada de cores presentes num layout que nos remete aos portais quadradões de 1998. Além das chamadas, a única imagem visível é o logo. O resto são apenas cores hexadecimais, divs e fontes. Já o delicious é tão careca e tem um layout tão feio que a primeira vez que vi pensei logo de cara que tratava-se daquelas páginas fake com links patrocinados.
Agora o que tem em comum o Google, Youtube, MySpace e Delicious. Todas são ferramentas úteis, que favorecem a criação de conteúdo feito por qualquer pessoa, classificando as mais relevantes e portanto oferecendo um bom material. Sabemos muito bem que mesmo com um layout péssimo ou sem graça, Google, Youtube e MySpace ganham rios de dinheiro.
Moral da história: do que adianta um layout lindíssimo se o conteúdo do seu site não presta?
Exemplificando, sempre gosto de comparar o design à mulher: uma mulher bonita e burra não vai muito longe. A mulher feia e inteligente é útil, tem conteúdo e consegue fisgar os mais bonitos com suas cantadas inteligentes, mas pode ter no início uma dificuldade em sua aceitação. Agora uma mulher bonita, simpática, atraente e inteligente, é sucesso na certa, em qualquer lugar que chegue.
Portanto, um site com bom conteúdo e bom layout vai facilitar muito a sua vida. Afinal a primeira impressão é a que fica. Por isso se o seu conteúdo é fantástico, o design do seu site também deve ser.
Exemplos de bom conteúdo e bom layout não faltam: Submarino, MSN, Imasters, Trip, Bolsa de Mulher, National Geographic e tantos outros.
Cabe a nós, webdesigners, criarmos layouts nos atentando ao conteúdo, a facilidade de acesso e navegação, desenvolvendo formas de destacar conteúdos importantes sem quebrar a harmonia, a suavidade e o conforto na sua leitura. Nossa função é deixar a internet mais bonita, mas com equilíbrio, utilizando doses suficientes de beleza, sem alterar o sabor de um bom conteúdo.